Me Segue!

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Almas Perfumadas...

Almas Perfumadas
 
Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda.
De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.
Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.
Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Tem gente como você que nem percebe como tem a alma Perfumada!
E que esse perfume é dom de Deus...

(Carlos Drummond de Andrade)

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Need Love...

"PRECISANDO DE AMOR "
(por Luis Fernando Veríssimo)

Quem não gosta de ser amado? Ser paparicado? Receber atenção especial,presentinhos e beijinhos doces? Quem não gosta de surpresinhas gostosas, beijo na boca e abraços apertados? Quem é que de livre e espontânea vontade prefere a solidão a uma boa companhia?

Ora, todo mundo quer uma boa companhia e de preferência para o todo sempre.

Mas conviver com essa "boa companhia" diariamente por 3, 5, 10,15, 25 anos é que é o difícil. No começo dos relacionamentos e até 1 ano de vida amorosa, tudo são mais ou menos flores, (se o seu relacionamento tem menos de um ano e já é mais de brigas e discussões, caia fora dessa fria).

Não adianta você dizer que depois de três meses apenas que "encontrou o amor de sua vida", porque o amor precisa de convivência para ser devidamente testado. Nesse mundo maluco e agitado, as pessoas estão se encontrando hoje, se amando amanhã e entrando em crise depois de amanhã.

Uma coisa frenética e louca que tem feito muita gente, que se julgava equilibrada, perder os parafusos e fazer muita besteira.

Paixão, loucura e obsessão, três dos mais perigosos ingredientes que estão crescendo nos relacionamentos de hoje em dia por causa da velocidade das informações e o medo de ficar sozinho.

As pessoas não estão conseguindo conviver sozinhas com seus defeitos,vícios e qualidades, e partem desesperadamente para encontrar alguém, a tal da alma gêmea, e se entregam muitas vezes aos primeiros pares de olhos que piscam para o seu lado.

Vale tudo nessa guerra, chat, carta, agência, festas e até roubar o parceiro de alguém. É uma guerra para não ficar sozinho.

Medo? Com medo de se encarar no espelho e perceber as próprias deficiências? Com medo de encarar a vida e suas lutas?

Então a pessoa consegue alguém (ou acha que está nascendo um grande amor), fecha os olhos para a realidade e começa a viver um sonho, trancado em si mesmo, nos quartos e no seu egoísmo, a pessoa transfere toda a sua carência para o(a) parceiro(a), transfere a responsabilidade de ser feliz para uma pessoa que na verdade ela mal conhece.

Então, um belo dia, vem o espanto, a realidade, o caso melado, o "falso amor" acaba, e você que apostou todas as suas fichas nesse romance fica sem chão, sem eira nem beira, e o pior: muitas vezes fica sem vontade de viver.

Pobre povo desse século da pressa!

Precisamos urgentemente voltar o costume "antigo" de "ter tempo", de dar um tempo para o tempo nos mostrar quem são as pessoas.

Namorar é conhecer, é reconhecer, é a época das pesquisas, do reconhecimento…

Se as pessoas não se derem um tempo, não buscarem se conhecer mais, logo em breve teremos milhares de consultórios lotados de "depressivos" e cemitérios cada vez mais cheios de suicidas", seres cansados de si mesmos…

Faça um bem para si mesmo e para os outros, quando iniciar um relacionamento procure dar tempo para tudo: passeie muito de mãos dadas, converse mais sobre gostos e preferências, conheça a família e mostre a sua, descubra os hábitos e costumes.

Parece careta demais?

Que nada, isso é a realidade que pode salvar o relacionamento e muitas vidas. Pense nisso; quem sabe se juntos, não ajudamos alguém carente de amor a encontrar um motivo para ser feliz?

Muita pretensão?

Não, só vontade de te ver feliz.

Eu acredito em você! E acredito no amor que faz bem…"

sábado, 15 de julho de 2006

Carta à um Amor Impossível...


Recebi tua carta, – e ainda sob o peso
da emoção que me trouxe, eu te escrevo, surpreso,
reavivando na minha lembrança esquecida
certos traços sem cor de uma história perdida:
- falo dos poucos dias que passamos juntos…

Tão longe agora estas Quantos belos assuntos,
a que eu não quis, nem soube mesmo dar valor,
relembras com um estranho e desvelado amor…
Tua carta é tão doce, e tão cheia de cores
que, dir-se-ia a escreveste com o mel que há nas flores,
sobre o azul de um papel tão azul, que o papel
faz a gente pensar num pedaço de céu!
Impregnado nas folhas chegou até mim,
um perfume sutil e agreste de jasmim
e um pouco do ar sadio e puro de montanha!


Estranha a tua carta, inesperada e estranha!

Deixas nas minhas mãos a tua alma confiante,
ante a revelação desse amor deslumbrante
e abres teu coração, num gesto de ansiedade,
sob a opressão cruel de uma imensa saudade.
Dizes que só por mim tu vives, – que a tristeza
é a companheira fiel que tens por toda parte,
e me falas assim com tamanha franqueza
que eu nem sei que dizer receando magoar-te!
Não compreendo esse amor que revelas por mim
nem mereço a ternura e o enlevo sem fim
de um só trecho sequer de tudo o que escreveste,
- por exemplo, – de um trecho belo e bom, como este:


"Teu olhar é o meu sol! Vivo da sua luz!
- e mesmo que esse amor seja como uma cruz
eu o levarei comigo em meu itinerário!
e o bendirei na dor ascendendo ao Calvário!
Sem ele não existo; e sem ti, meu destino
será vazio, assim como o bronze de um sino
que ficou mutilado e emudeceu seus sons
na orquestra matinal dos outros carrilhões!
Quero ser tua sombra até, – e quando tudo
te abandonar na vida, e o frio, e quedo, e mudo,
encerrarem teu corpo em paz sob um lajedo,
eu ficarei contigo ao teu lado, sem medo,
e sozinha e sem medo eu descerei contigo
oh! meu único amor! oh! meu querido amigo!
- para que os nossos corpos juntos, abraçados,
fiquem na mesma terra em terra transformados!"


Escreves tudo assim, – e eu nem sei que te diga
nesta amarga resposta, oh! minha pobre amiga!


Tarde, tarde demais… Bem me arrependo agora
do amor que te inspirei, daquele amor de outrora
que eu julgava um brinquedo a mais em minha vida
e a quem davas tua alma inteira e irrefletida…
Releio a tua carta, e confesso que sinto
o ter-te que falar sobre esse amor extinto,
um prelúdio de amor que ficou sem enredo
e que só tu tocaste em surdina, em segredo…


Dizes que o que eu mandar, farás… e que és tão minha
que mesmo que não te ame e que fiques sozinha
bastará para ti a lembrança feliz
dos dias de ilusão em que nunca te quis!
E escreves, continuando essa carta que eu leio
com uma vontade louca de parar no meio:


"Minha vontade é a tua! E meu destino enredo
no teu!… És o meu Deus! Teu desejo é o meu credo!
Creio na tua força e no teu pensamento,
e nem um só segundo e nem um só momento
deixarei de seguir-te aonde quer que tu fores,
seja a estrada coberta de espinhos ou flores,
te aureole a fronte a glória e te sirva a riqueza
ou vivas no abandono e sofras na pobreza!
Serei outra Eleonora Duse, e te amarei
com um amor infinito, sem razão nem lei.
Tu serás o meu Poeta imortal, – meu Senhor,
a quem entregarei minha alma e o meu amor!


Creio na tua força e no teu pensamento!
- faço dela um arrimo, e tenho nele o alento
da única razão que dirige meus atos;
- é a lógica fatal das cousas e dos fatos!
Orgulho-me de ser a matéria plasmável
onde o teu gênio inquieto, e nervoso, e insaciável,


há de esculpir uma obra à tua semelhanças!
Junto a ti sou feliz e me sinto criança
curiosa de te ouvir, fascinada e atraída
pela tua palavra alegre e colorida!
E se falas da vida ou se o mundo desvendas
os assuntos ressoam na alma como lendas
e tudo é novo e é belo, e tudo prende e atrai,
de um simples botão que se abre a um pingo d’água que caí.


Há em tudo uma alma nova! Há em tudo um novo encanto!
Tantas vezes te ouvi! E sempre o mesmo espanto
quando tu me dizias, que era tarde, era a hora
em que eu ia dormir em que te ias embora…
Muitas vezes, deitada, – eu rezava baixinho
uma prece que fiz só para o meu carinho:


com meus beijos de amor matarei tua sede,
com os meus cabelos tecerei a rede
onde adormecerás feliz, imaginado
que é a noite que te envolve e te embala cantando;
formarei com os meus braços o ninho amoroso
onde terás na volta o almejado repouso;


minhas mãos te darão o mais terno carinho
e julgarás que é o vento a soprar de mansinho
sussurrando canções e desfeito em desvelos
a desmanchar de leve os teus claros cabelos!
No meu seio, – que a uma onda talvez se pareça,
recostarei feliz, enfim, tua cabeça,
e nada, nenhum ruído há de te perturbar!
- meu próprio coração mais baixo há de pulsar…
Quando o sol castigar as frondes e as raízes
com o meu corpo farei a sombra que precises,
e se o inverno chegar, ou se sentires frio,
em mim hás de achar todo o calor do estio!


Não te rias, – bem sei que te digo tolices,
mas ah! se compreendesses tudo, ou se sentisses
a alegria que sinto ao te falar assim,
talvez que não te risses, meu amor, de mim…
Isto tudo, – é obra apenas da fatalidade,
- quando o amor é uma doença e é uma febre a saudade."


Tua carta é uma frase inteira de ternura,
como uma renda fina, cuja tessitura
trai a mão delicada e a alma de quem a fez
Ela é bem a expressão da mulher, que uma vez…
(mas não, não recordemos estas cousas mais,
- para o teu bem, deixemos o passado em paz
se o não posso trazer num augúrio feliz
para a prolongação de um sonho que eu desfiz…)


Tua carta é o reflexo da tua beleza,
e há no seu ofertório a singela pureza
desse amor que te empolga e te invade e domina!
(Uma alma de mulher num corpo de menina!)
Reli-a muito, a sós… – Mais adiante tu dizes,
com esse místico dom das criaturas felizes:


"Amo, para a alegria suprema e indizível
de humilhar-me aos teus pés tanto quanto possível,
e viverei feliz, como a poeira da estrada
se erguer-me ao teu passar, numa nuvem dourada
cheia de sol e luz, – nessa glória fugaz
de acompanhar-te os passos aonde quer que vás!
Não importa que eu role depois no caminho,
não importa que eu fique abandonada e só,
- quem nasceu para espinho há de ser sempre espinho!…
- quem nasceu para pó, há de sempre ser pó!"


Faz-me mal tua carta, muito mal… Receio
pelo amor infeliz que abrigaste em teu seio,
e uma angústia mortal me oprime e me castiga,
deixa que te confesse, oh! minha pobre amiga!


Não pensei… Não pensei que te afeiçoasses tanto,
nem desejava ver a tristeza do pranto
ensombrecer teus olhos… Quando tu partiste,
não compreendia bem por que ficaste triste
nem quis acreditar no que estavas sentindo…
Hoje, – hoje eu descubro que o teu sonho lindo
era mais do que um sonho, – era mesmo, em verdade
uma grande esperança de felicidade!


Me perdoarás no entanto… ah! não fosses tão boa!
E eu insisto de joelhos a teus pés: – perdoa!
Se eu soubesse, ou se ao menos eu adivinhasse
o que não pude ver além de tua face
e o que não soube ler velado em teu olhar,
não teria deixado esse amor te empolgar…


Perdoa o involuntário mal que te causei!
A carta que escreveste, e há bem pouco guardei,
um grande mal também causou-me sem querer:
- é bem rude e bem triste a gente perceber
que encontrou seu ideal, – o seu ideal mais belo,
- e o destruir, tal como eu, que agora o desmantelo!
É doloroso a gente em mil anos sonhá-lo
e inesperadamente ter que abandoná-lo!


Se algum amor eu quis, esse era igual ao teu
que tudo me ofertou e nada recebeu;
ingênuo e puro amor, simples, sem artifícios,
capaz como bem dizes "de mil sacrifícios,
e de mil concessões, chorando muito embora,
só para ver feliz o ente que quer e adora!"


E pensar que isso tudo que tu me ofereces:
-teu raro e imenso amor, teus beijos tuas preces,
a tua alma de criança ainda em primeiro anseio;
e o teu corpo, onde a forma ondulante do seio
não atingiu sequer seu máximo esplendor;
tua boca, ainda pura aos contatos do amor;
- e dizer que isso tudo, isso tudo afinal
que era o meu velho sonho e o meu maior ideal,
abandono, desprezo, renuncio e largo
com um gesto vil como este, indiferente e amargo!


Enfim, já estás vingada… E porque ainda és criança
há de este falso amor te ficar na lembrança
como uma experiência… (a primeira vencida
das muitas que talvez ainda encontres na vida… )


E um dia então… – quem sabe se não será breve?
- descobrirás na vida aquele amor que deve
transformar teu destino e realizar teu sonho…
Antevendo esse dia de festa, risonho,
comporei, como um véu de noiva, para as bodas,
a mais bela poesia, a mais bela de todas…
(… Recebendo-a, dirás, esquecida e contente:
-
"quem teria enviado este estranho presente?")

Sé feliz, minha amiga … eu me despeço aqui…
Lamento o meu destino, porque te perdi
e maldigo esta carta pelo que ela diz…
Não chores, – porque eu sei que ainda serás feliz…


E que as lágrimas de hoje, – enxuguem-se ao calor
de um verdadeiro, eterno e imorredouro amor!


P. S. – Sê feliz. Amanhã tudo isto será lenda …
E pede a Deus, por mim, – que eu nunca me arrependa…


 ( Poema de J.G . de  Araujo Jorge do livro " Eterno Motivo " – 1943) 

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Me Apaixonei...

Como tudo o que acontece na vida, um dia desses me apaixonei, foi de
repente, sem querer. Ao te ver senti uma coisa muito quente e sem
explicação, o coração forte começou a bater. Esse amor foi crescendo,
logo me envolvendo. Num simples dia me peguei em um sonho, unicamente
sem razão. Onde olho vejo você, mas dói viver se não for nos teus
braços, estar sem poder te tocar. Sempre que nos encontramos, perco os
sentidos, logo me vejo ao seu lado, sonhando com nós dois, em um único
sonho, dentro de um único coração. Não era o único que te amava, via-me
triste ao ver-te nos braços de outro. Te querer e não te ter para mim é
o fim. Meu amor por vários motivos de aflição. Por ti chorei… Mas
estou firme na luta do viver… Em meus pensamentos, imagens de quem
por minutos foi feliz… Tudo em você é tão perfeito, seus olhos, sua
boca, você… Não sei se tu me amas, mas o meu amor por ti é imortal…
Por ti faço loucuras, só para demonstrar o meu amor… Pena que não sou
correspondido, só sonhos, tudo em vão… Mas ainda te amo. Todo momento
de minha vida, passo chorando por um amor ilusionário. Se teu coração a
mim não pertence, o meu é inteiramente seu… Se mesmo assim não sabes
o quanto te amo: Não vou poder viver, sem ter você. Você é a minha
vida, minha razão de viver, tudo isso porque… Eu amo você

quinta-feira, 13 de julho de 2006

Carta

Laura Pausini

Composição: Laura Pausini

Quiero decirte aquello que
no conseguí decir jamás,
que he mantenido oculto en mí,
por mucho tiempo ya.
Hay un amor que crece en mí,
que no sé como esconder,
ahora te deseo junto a mí.
Quiero decirte sólo que
tu sigues siendo mi alegría,
cuando con ella estás así,
mis celos son una agonía.
Por todo aquello que me das,
aunque sin quererlo dar.
Esto te lo tengo que contar.
De como cuando tú no estás,
la soledad se mete en mí,
y me doy cuenta que además
no me divierto ya sin tí.
En cambio si conmigo estás,
este oscuro gris será
de colores con la vida que le das.
Y que difícil es
el hablarte de esto a tí
que de amor no te gusta hablar,
ni conmigo, ni sin mí.
Tal vez porque
tienes miedo como yo,
de una respuesta que
pudiera abrir tu corazón.
Quiero decirte aquello que
no logré decir jamás,
que he mantenido siempre oculto en mí.
Hay un amor que crece en mí,
que no sé como esconder,
ahora te deseo muy junto a mí

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Iris (tradução)

Goo Goo Dolls
Composição: Goo Goo Dolls

E eu desistira da eternidade para te tocar
Pois eu sei que de alguma maneira você pode me sentir
Você é o mais próximo do paraíso em que eu jamais estarei
E eu não quero ir para casa agora
E tudo que vejo é este momento
E tudo que respiro é sua vida
Porque mais cedo ou mais tarde isso iria acabar
Eu só não quero sentir sua falta esta noite
E não quero que o mundo me veja
Pois não acho que eles compreenderiam
Quando tudo é feito pra não durar
Eu só quero que você saiba quem sou eu
E você não pode enfrentar as lágrimas que não vem
Ou o momento de verdade em suas mentiras
Quando tudo parece como nos filmes
Sim, você sangra apenas pra saber que está viva
E não quero que o mundo me veja
Pois não acho que eles compreenderiam
Quando tudo é feito para não durar
Eu só quero que você saiba quem sou eu
Não quero que o mundo me veja
Pois não acho que eles compreenderiam
Quando tudo é feito pra não durar
Eu só quero que você saiba quem sou eu
Eu só quero que você saiba quem sou eu

Sonhadores...