O que me importa
Que o mundo se acabe
Que a casa desabe
Seu eu tiro o domingo pra sambar?
E o que me importa
Se a sogra desanca
Se a mula não manca
Se eu tiro o domingo pra sambar?
Trabalhador eu sou
E tenho os documentos aqui pra provar
Mas eu tiro o domingo pra vadiar
Eu amanheço cercado das boas do lugar aonde moro
E não exploro a boa vontade de ninguém
E aqui termino saudando as mulatas de todo o Brasil
O que me obriga a uma rima forçada com céu de anil
“O que me importa se eu tiro o domingo para sambar?”
Hello, pessoal, vim rapidinho só pra contar que ainda estão abertas as solicitações para o kit da campanha "Ler Faz Crescer" do Itaú!!!!
É um projeto bem legal e este ano estão sendo disponibilizados 3 livrinhos infantis!
Pra quem não lembra aqui tá o link do post anterior Ler Faz Crescer!
Lembrem-se que
Ler para uma criança é um gesto simples e muito importante!
Histórias podem mudar a história de uma criança.
Crianças que ouvem a leitura de histórias aprendem melhor, desenvolvem a capacidade de se expressar e se comunicar com os outros.
Um
dia, quando eu era calouro na escola, vi um garoto de minha sala caminhando
para casa depois da aula.
Seu nome era Kyle.
Parecia que ele estava carregando todos os seus livros.
Eu pensei: "Por que alguém iria levar para casa todos os seus livros numa
Sexta-Feira?
Ele
deve ser mesmo um C.D.F" !!
O meu final de semana estava planejado (festas e um jogo de futebol com meus amigos
Sábado à tarde), então dei de ombros e segui o meu caminho.
Conforme ia caminhando, vi um grupo de garotos correndo em direção a Kyle.
Eles o atropelaram, arrancando todos os livros de seus braços empurrando-o de
forma que ele caiu no chão.
Seus óculos voaram e eu os vi aterrissarem na grama há alguns metros de onde
ele estava.
Kyle ergueu o rosto e eu vi uma terrível tristeza em seus olhos.
Meu coração penalizou-se!
Corri até o colega, enquanto ele engatinhava procurando por seus óculos.
Pude ver uma lágrima em seus olhos.
Enquanto eu lhe entregava os óculos, disse: "Aqueles caras são uns idiotas!
Eles realmente deviam arrumar uma vida própria"..
Kyle olhou-me nos olhos e disse, "Ei, obrigado"!.
Era um daqueles sorrisos que realmente mostram gratidão.
Eu o ajudei a apanhar seus livros e perguntei onde ele morava.
Por coincidência ele morava perto da minha casa, mas não havíamos nos visto
antes, porque ele freqüentava uma escola particular.
Conversamos
por todo o caminho de volta para casa e eu carreguei seus livros.
Ele se revelou um garoto bem legal.
Perguntei
se ele queria jogar futebol no Sábado comigo e meus amigos.
Ele disse que sim.
Ficamos
juntos por todo o final de semana e quanto mais eu conhecia Kyle, mais gostava
dele.
Meus amigos pensavam da mesma forma.
Chegou a Segunda-Feira e lá estava o Kyle com aquela quantidade imensa de
livros outra vez!
Eu o parei e disse: "Diabos, rapaz, você vai ficar realmente musculoso
carregando essa pilha de livros assim todos os dias!".
Ele simplesmente riu e me entregou metade dos livros.
Nos
quatro anos seguintes, Kyle e eu nos tornamos mais amigos, mais unidos. Quando
estávamos nos formando começamos a pensar em Faculdade.
Kyle decidiu ir para Georgetown e eu para a Duke.
Eu sabia que seríamos sempre amigos, que a distância nunca seria problema. Ele
seria médico e eu ia tentar uma bolsa escolar no time de futebol. Kyle era o
orador oficial de nossa turma.
Eu o provocava o tempo todo sobre ele ser um C.D.F.
Ele teve que preparar um discurso de formatura e eu estava super contente por
não ser eu quem deveria subir no palanque e discursar.
No dia da Formatura Kyle estava ótimo.
Era um daqueles caras que realmente se encontram durante a escola.
Estava mais encorpado e realmente tinha uma boa aparência, mesmo usando óculos.
Ele saía com mais garotas do que eu e todas as meninas o adorávamos!
Às vezes eu até ficava com inveja.
Hoje era um daqueles dias.
Eu podia ver o quanto ele estava nervoso sobre o discurso.
Então,
dei-lhe um tapinha nas costas e disse: "Ei, garotão, você vai se sair bem!".
Ele olhou para mim com aquele olhar de gratidão, sorriu e disse:
-"Valeu" !! Quando ele subiu no oratório, limpou a garganta e começou
o discurso: ”A Formatura é uma época para agradecermos àqueles que nos ajudaram
durante estes anos duros”. Seus pais, professores, irmãos, talvez até um treinador...
Mas principalmente aos seus amigos. Eu estou aqui para lhes dizer que ser um amigo,
para alguém, é o melhor presente que você pode lhes dar. “Vou contar-lhes uma
história”
Eu olhei para o meu amigo sem conseguir acreditar enquanto ele contava a
história sobre o primeiro dia em que nos conhecemos.
Ele havia planejado se matar naquele final de semana!
Contou à todos como havia esvaziado seu armário na escola, para que sua Mãe não
tivesse que fazer isso depois que ele morresse e estava levando todas as suas
coisas para casa.
Ele olhou diretamente nos meus olhos e deu um pequeno sorriso.-
"Felizmente, meu amigo me salvou de fazer algo inominável" !
Eu observava o nó na garganta de todos na platéia enquanto aquele rapaz popular
e bonito contava à todos sobre aquele seu momento de fraqueza.
Vi sua mãe e seu pai olhando para mim e sorrindo com a mesma gratidão.
Até aquele momento eu jamais havia me dado conta da profundidade do sorriso que
ele me deu naquele dia.
Nunca subestime o poder de suas ações.
Com um pequeno gesto você pode mudar a vida de uma pessoa.
Para melhor ou para pior.
Deus nos coloca na vida dos outros para que tenhamos um impacto, uns sobre o
outro de alguma forma.
Um dia me lembrei de você, passei a pensar em você e senti
saudades. Aquele sentimento fez com que escapasse uma lágrima dos meus olhos,
sem que eu pudesse contê-la. E eu quase perdi a minha própria razão. Aquela
lembrança foi muito forte para mim e eu de repente entrei em outro mundo,
totalmente diferente, voei para um lugar bem distante além de tudo. E vi Deus,
com todo seu esplendor, então cheguei a Ele e pedi que me fizesse sol...
E fui sol! Brilhava no mais lindo azul do céu. Te procurei,
e te achei. Queimei teu corpo, corei teu rosto, vivi apenas para você. E pude
te tocar, não como eu queria, mas sim como pude. Então veio a noite, a terra
girou e eu te perdi, não mais te vi, você sumiu, e eu chorei... Desesperada
voltei a Deus e pedi que me fizesse lua...
E fui lua! Tornei a te procurar e quando te encontrei
iluminei a tua noite e teu caminho, brilhei só para você. E pude te tocar, não
como eu queria, mas sim como pude. E veio o dia, a terra novamente girou e eu
te perdi, não mais te vi, você sumiu e eu chorei... Então novamente a Deus
voltei, e pedi, quase implorei que me fizesse terra desta vez...
E fui terra! Você passou sobre mim, bebeu da minha água, se
nutriu dos meus frutos. E pude te tocar, não como queria, mas como pude. Meus
mares montanhas e vales o fizeram encantado, você me admirou, e veio o homem e
destruiu tudo. Poluiu meus mares e vales, e eu te perdi, não mais te vi, você
sumiu e eu chorei.... E sem pensar voltei então a Deus e pedi que me fizesse
sangue desta vez...
E sendo sangue, corri por suas veias, te dei força e saúde
para viver. E pude te tocar, não como queria mas como pude. E então chegou o
dia em que você tremeu e perdeu todo o controle sobre mim. Passei como um
foguete por seu coração, você me fez sumir de seu rosto e de suas mãos, você
gelou, ficou pálido, corri em desespero dentro de você e descobri que você
estava amando outro alguém, um alguém que não era eu. E em desespero voltei
novamente a Deus e lhe pedi que me tornasse mulher, a mulher que habitava em
seu coração, aquela que ele venera como deusa e acaricia feito criança...
E Deus respondeu: -Não!
Eu não entendi e perguntei: -Por quê?
E Deus respondeu: - Você será mulher, mas não a que habita
no coração dele, pois é a ela quem ele ama, e é ela quem há de ficar. Será
mulher e terás um homem que muito irá lhe amar, mas aquele a quem você
verdadeiramente ama jamais será seu. Você pediu além do que podia e agora este
será o teu castigo. Para que se conforme lhe darei o poder de dominar as
palavras, poderá compor e brincar com elas, mas jamais esquecerá quem você
verdadeiramente ama. Agora vá e faça o que ordenei!
E eu o fiz!
Hoje vivo sob o sol, a lua e a terra, tenho sangue que corre
em minhas veias e um homem que me ama muito, mas continuo pensando em você.
Escrevo versos, componho poemas enfim, brinco com as palavras.
Uma lágrima escapou de meus olhos e não pude contê-la. Fui
boba, muito boba, pois toquei em você várias vezes.... E nunca foi como eu
queria... Sempre como pude...!
Se não houver esperanças de que o teu amor seja recebido, o que tens a fazer é não o declarar. Poderá desenvolver-se em ti, num ambiente de silêncio. Esse amor proporciona-te então uma direcção que permite aproximares-te, afastares-te, entrares, saíres, encontrares, perderes. Porque tu és aquele que tem de viver. E não há vida se nenhum deus te criou linhas de força.
Se o teu amor não é recebido, se ele se transforma em súplica vã como recompensa da tua fidelidade, se não tens coração para te calares, nessa altura vai ter com um médico para ele te curar. É bom não confundir o amor com a escravatura do coração. O amor que pede é belo, mas aquele que suplica é amor de criado.Se o teu amor esbarra com o absoluto das coisas, se por exemplo tem de franquear a impenetrável parede de um mosteiro ou do exílio, agradece a Deus que ela por hipótese retribua o teu amor, embora na aparência se mostre surda e cega. Há uma lamparina acesa para ti neste mundo. Pouco me importa que tu não possas servir-te dela. Aquele que morre no deserto tem a riqueza de uma casa longínqua, embora morra.
Se eu construir almas grandes e escolher a mais perfeita para a rodear de silêncio, ficarás com a impressão de que ninguém recebe nada com isso. E, no entanto, ela enobrece todo o meu império. Quem quer que passa ao longe, prosterna-se. E nascem os sinais e os milagres.
Não importa que o amor que alguém nutre por ti seja um amor inútil. Desde que tu lhe correspondas, caminharás na luz. Grande é a oração à qual só responde o silêncio; basta que o deus exista.
Se o teu amor é aceite e há braços que se abrem para ti, então pede a Deus que salve esse amor de apodrecer. Eu temo pelos corações cumulados.
“Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos.
Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer.
O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer.
Por eu amar a Deus, meto-me a pé pela estrada fora, coxeando penosamente para o levar aos outros homens.
E não reduzo o meu Deus à escravatura.
E sou alimentado com o que ele dá a outros.
Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado.
O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.”
Não te esqueças de que a tua frase é um acto. Se desejas levar-me a agir, não pegues em argumentos. Julgas que me deixarei determinar por argumentos? Não me seria difícil opor, aos teus, melhores argumentos.
Já viste a mulher repudiada reconquistar-te através de um processo em que ela prova que tem razão? O processo irrita. Ela nem sequer será capaz de te recuperar mostrando-te tal como tu a amavas, porque essa já tu a não amas. Olha aquela infeliz que, nas vésperas do divórcio, teve a ideia de cantar a mesma canção triste que cantava quando noiva. Essa canção triste ainda tornou o homem mais furioso.
Talvez ela o recuperasse se o conseguisse despertar tal como ele era quando a amava. Mas para isso precisaria de um génio criador, porque teria de carregar o homem de qualquer coisa, da mesma maneira que eu o carrego de uma inclinação para o mar que fará dele construtor de navios. Só assim cresceria essa árvore que depois se iria diversificando. E ele havia de pedir de novo a canção triste.
Para fundar o amor por mim, faço nascer em ti alguém que é para mim. Não te confessarei o meu sofrimento, porque ele te faria desgostar de mim. Não te farei censuras: elas irritar-te-iam justamente. Não te direi as razões que tu tens para amar-me, porque não as tens. A razão de amar é o amor. Também não me mostrarei mais, tal como tu me desejavas. Porque tu já não desejas esse. Se não, amar-me-ias ainda. Mas educar-te-ei para mim. E, se sou forte, mostrar-te-ei uma paisagem que fará de ti meu amigo.
A decepção não passa de baixeza. Se tu amaste um certo não sei quê no homem, que importa haver no mesmo homem outra coisa que te desagrada? Mas tu, não senhor; transformas logo a seguir em escravo quem amas ou quem te ama. Se ele não assume os encargos dessa escravidão, condena-lo. O outro que fez? Tinha um amigo que lhe fazia presente do seu amor. Vai ele e transforma esse presente em dever. E a dádiva do amor tornou-se dever de beber a cicuta, tornou-se escravatura. O amigo não gostava da cicuta. O outro deu-se por desiludido, o que é ignóbil. Efectivamente, só pode haver decepção relativamente a um escravo que serviu mal.