Desde pequena meu pai me ensinou que na vida devemos aprender a consertar tudo, darmos o devido valor a coisas e pessoas, então eu escolhi desde cedo que queria ser técnica em eletrônica, pois eu poderia consertar muitas coisas, me formei em eletrônica industrial pela Faetec e fui estagiar na área da Petrobras, aprendi a magia que existe num cromatógrafo e diversos outros aparelhos, fiquei de castigo treinando solda fria e o meu amigo Bruno, sempre me salvava, em paralelo meu pai havia sofrido um acidente de trabalho e foi necessário um implante de uma prótese de fêmur, eu as vezes acompanhava meu pai nas sessões de fisioterapia e durante meu estágio descobri que seria legal aprender a consertar equipamentos médicos também, eu lembro que tinha um tomógrafo no cenpes mas eu nunca podia ver, então decidi que se eu já arrumava equipamentos eu iria arrumar as pessoas... Rs daí fui cursar enfermagem e saía do estágio de eletrônica ia pro estágio de enfermagem que era no Getúlio Vargas, e de lá ia pras aulas, consegui pagar quase todo meu curso de enfermagem com o dinheiro do estágio na Petrobras pois, pra quem não sabe, na área de saúde dificilmente se consegue estágio remunerado, minha amiga Giselle, minha amiga Renata, estagiavam comigo nessa época e era uma correria que só, mas eu amava, amava aquela sala de trauma, quando chegavam casos graves e tínhamos que executar o socorro com precisão, amava gritar quando policiais feridos chegavam e gritávamos todos : HERÓI! VC CONSEGUE! LUTA! E era aquela adrenalina de fazer o bem! E adorava contar os causos no outro dia no estágio de eletrônica, bom, o tempo passou, e eu acabei indo pra área administrativa, e de repente me peguei num cargo administrativo mas executando funções de SMS ( Segurança Meio ambiente e Saúde), então pensei, vou me especializar, e a vontade de cuidar do próximo me levou a cursar Segurança do Trabalho, e cara, eu amava demais, e da segurança fiz especialização em enfermagem do trabalho, e mudei de contrato, cheguei chegando no Porto com meus amigos Naval, Washington Luis, Jair de Souza, minha amiga Viviane Costa, a Ligiane Fernandes que eu lembro a maioria tinha medo, o Luizinho o Bruno Figueiredo, e era #tiro #porrada e #bomba, era Tropa de Elite do Bem na Segurança do Porto do RJ, entre outros amigos e profissionais, até que sai do contrato, e Graças a Deus e aos melhores professores do mundo (Bruno Dalvi, não podemos esquecer), que tive, meu plantão era acidente ZERO, tenho um extremo orgulho disso! Fui pra Super e a pegada era outra, era mais burocrática mas sempre cuidando do próximo, ouvindo, aconselhando, remendando o físico e o emocional dos profissionais e fiz grandes e bons amigos lá também meu xodó Cristina que o diga, Isis, sem palavras pra agradecer estas amizades todas até hoje! Fora as que não mencionei, mas, todavia, contudo, entretanto, esse texto é mais sobre minha vontade de consertar, de preservar, de dar valor, porque existem no mundo 2 tipos de pessoas, aquelas que quando algo racha ou quebra ou arranha, joga fora por ter 1 defeito por menor que seja, e o outro tipo, aquelas pessoas que gostam de consertar, sabemos, nem sempre fica do mesmo jeito, mas tentamos a todo custo remendar, costurar, cuidar pra sarar e restaurar, restituir... Sou do segundo tipo definitivamente, eu reaproveitou tudo, restauro, guardo, e o exemplo disso é uma simples caneca que ganhei do meu irmão Jorge Nascimento, que atrapalhada que sou deixei cair, mas eu tinha há bastante tempo e devido várias quedas na última essa caneca se quebrou, e eu mesmo sem ter achado todas as mínimas partes colei e guardei a caneca na estante, meu irmão definitivamente é do primeiro tipo de pessoa, ele disse que não era pra tanto, que eu jogasse fora, mas aprendi com meu pai Manuel, que um presente deve ser guardado com amor, que presentes não repassamos a outrem, então, acumuladora que sou, guardo até papel de bala quando ganho de presente, rs (isso irrita bastante minha mãe Zeza), eu tenho as cartinhas e páginas de agenda e aqueles cadernos com as assinaturas dos amigos desde a 2° série, eu sou assim, me minha caixinha de música que ganhei com 15 anos ainda funciona (Caronte), tento consertar, gosto de cuidar, gosto de ouvir, gosto de falar, criar laços, conexões, e dou muito valor a todos que encontro independe se recebo retorno ou não, pois sou inteiramente quebrada e remendada, e sei que ainda tenho muito que aprender, e que vai doer e vou precisar de mais remendos, mas sou eu, com meus erros e acertos, sou verdadeira, e me recuso a ser de mentira. Pra quem me aceita como sou meu muito obrigada, pra quem não, é uma pena, poderíamos ser grandes amigos e parceiros!
E se posso pedir algo neste novo ano, é: sejam em essência de verdade, se desnudem, se mostrem ao próximo, cuidem uns dos outros, se desculpem, dêem valor aos que cercam seu dia! Eu não sei o que você que conseguiu ter a paciência de ler até aqui está passando, mas se eu puder será um prazer lhe ajudar!
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